Abri este blog há tempos. O medo e a timidez não me deixaram postar nenhuma das histórias que eu imaginei. Depois de uma oficina, tomei coragem e estou escrevendo a minha primeira história. Dedico esta crônica ao poeta Sergio Vaz que me fez perder o medo.
L'Attente
Me vi afogada. O aquário estava repleto de sentimentos dúbios: amor, ódio, paz e guerra. Para mim estava tudo muito transparente. Queria que ele pudesse enxergar o suor em meu peito. Suor que carregava a sua espera. A ansiedade que queria que ele adentrasse a porta. Quem sabe poderia trazer rosas? Rosas amarelas sempre foram as minhas preferidas... Mas, se as rosas não viessem, mal não me faria. Eu sofria com o tique-taque do relógio do corredor. A cada hora cheia o São Jorge se iluminava daquele vermelho fumegante. Ele não aparecia. Todos os sentimentos comprimidos no fino e comprido corpo.
Ao ouvir o ranger da fechadura, o seu perfume almiscarado inundou a casa e neutralizou os líquidos que pulsam em mim.
Hellowa Corrêa
L'Attente
Me vi afogada. O aquário estava repleto de sentimentos dúbios: amor, ódio, paz e guerra. Para mim estava tudo muito transparente. Queria que ele pudesse enxergar o suor em meu peito. Suor que carregava a sua espera. A ansiedade que queria que ele adentrasse a porta. Quem sabe poderia trazer rosas? Rosas amarelas sempre foram as minhas preferidas... Mas, se as rosas não viessem, mal não me faria. Eu sofria com o tique-taque do relógio do corredor. A cada hora cheia o São Jorge se iluminava daquele vermelho fumegante. Ele não aparecia. Todos os sentimentos comprimidos no fino e comprido corpo.
Ao ouvir o ranger da fechadura, o seu perfume almiscarado inundou a casa e neutralizou os líquidos que pulsam em mim.
Hellowa Corrêa

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